Ho’oponopono – Mais que uma técnica, uma filosofia de vida.

Ho’oponopono – Mais que uma técnica, uma filosofia de vida.

A maioria das vezes que leio algum artigo  ou vejo algum vídeo sobre Ho’oponopono, vejo que se referem a ele como uma “técnica de limpeza de memórias”. Nos últimos 5 anos da minha vida, que venho praticando Ho’oponopono, aos poucos fui percebendo que essa definição está muito aquém do que é o Ho’oponopono de verdade. O Ho’oponopono se originou no Xamãnismo Havaiano. Quando a população do Havaí ainda vivia em tribos, cada grupo social contava com um médico (curandeiro) e líder espiritual, o Xamã. Sempre que acontecia algum conflito entre membros das tribos, o Xamã responsável por aquele grupo realizava um ritual onde cada pessoa envolvida no conflito e seus familiares relatavam a sua versão da história, assumiam a sua responsabilidade no acontecimento e se perdoava e perdoava aos outros. A reunião só terminava quando o Xamã percebia que qualquer tipo de mágoa ou ressentimento havía sido dissolvido pela força do amor, do perdão e da gratidão. Com o passar dos anos e séculos a realidade social do Havaí foi mudando e a população dessa ilha do Pacífico aos poucos foi deixando de viver em tribos. Foi adotando o estilo de vida ocidental, de viver em grandes cidades. E assim o Ho’oponopono acabou caindo no esquecimento. Na década de 80 do século passado a líder espiritual descendente da última Rainha do Havaí, Mornah Simeona, fez uma adaptação do Ho’oponopono para que ele pudesse ser praticado pelas pessoas na atualidade. Sem a presença de um Xamã e de maneira individual. Assim surgiu o Ho’oponopono como conhecemos hoje em dia.  

Afinal para quem falamos as quatro frases? 

Eu sinto muito. 

Me perdoe. 

Eu te amo. 

Sou grata. 

Muita gente pensa que quando praticamos Ho’oponopono estamos repetindo essas quatro frases para a pessoa com a qual tivemos um conflito. Mas não é assim. As frases são dirigidas à divindade que habita dentro de cada um de nós, a nossa centelha divina. 

Eu sinto muito: Sinto por estar vivendo essa situação, e pela parte de mim que está criando essa relidade. 

Me perdoe: Eu perdoo a parte de mim que cria essa realidade e assumo a minha responsabilidade, assumindo o poder de mudar. 

Eu te amo: Deixo as portas da minha vida abertas para o amor entrar. Amo as memórias que fazem parte de mim, mesmo que elas tenham causado essa situação. 

Sou grata: Agradeço sempre pela oportunidade de limpar e purificar a minha essência. 

Quando repetimos essas quatro frases como um mantra, naturalmente elas fazem parte do nosso dia a dia. O que se reflete numa mudança de atitude e de perspectiva. Começamos a vibrar nessa frequência energética e a nos aproximar da energia do amor, nos distanciando do medo. Mudamos o nosso ponto de vista. Começamos a tomar decisões com base no amor, no perdão e na gratidão. Por isso o Ho’oponopono é muito mais que uma técnica, é uma filosofia de vida. Se trata de assumir  a nossa responsabilidade (que é muito diferente de culpa) em todas as circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas. Quando assumimos a responsabilidade nos tornamos poderosos, porque se somos responsáveis podemos mudar essa realidade. Enquanto apontamos o dedo culpando às outras pessoas, nos colocamos no papel de vítima e entregamos o poder de mudar a situação nas mãos do outro. Quando agradecemos pela oportunidade de purificação, evolução e aprendizado, nos livramos da culpa por qualquer coisa que possa ter acontecido no nosso passado,  sem deixar de honrá-lo e de reconhecer que somos a pessoa que somos hoje graças à nossa trajetória. Quando sentimos gratidão pela vida e nos conectamos com a energia do amor, coisas maravilhosas começam a acontecer. Já que tudo no Universo vibra. E as vibrações semelhantes se atraem. Quando vibramos em frequências tão elevadas como as do amor e da gratidão começamos a atrair para a nossa realidade, pessoas, experiências e acontecimentos com uma vibração parecida. 

Como viver essa filosofia? 

Para começar você pode simplesmente repetir as quatro frases em qualquer momento que sinta ansiedade, raiva, tristeza ou frustração. E também num momento que esteja envolvido num conflito. Você vai perceber como depois de poucos minutos vai começar a se acalmar e ver a situação através de outra perspectiva. O ideal é que não coloque a energia do controle, repetindo as frases enquanto imagina a maneira como você gostaria que aquela situação se solucionasse. A divindade que faz parte de você te conhece melhor do que ninguém. Te conhece melhor até que você mesmo. Por isso simplesmente diga “Divindade, por favor limpa em mim as memórias que estão causando essa situação, para que ela seja solucionada da melhor e mais elevada maneira.” E a partir daí repita as quatro frases. A minha primeira experiência forte com o Ho’oponopono foi quando estava passando por sérios problemas de bulling no trabalho. Comecei a ter crises de ansiedade e insônia, além de problemas de pele e digestivos. Os médicos me recomendaram me afastar do trabalho por um tempo e tratamento com antidepressivos. Mas eu tinha um bebê e não queria deixar de amamentá-lo, por isso descartei o tratamento químico. Procurei outras opções como uma dieta mais equilibrada, praticar atividade física e comecei a utilizar o Ho’oponopono para dormir. Eu simplesmente me deitava e começava a repetir mentalmente as quatro frases até que pegava no sono. Voltei a dormir 7 horas seguidas depois de 6 meses de noites em claro. Repetia as frases sem tentar manipular de que maneira aquela situação ia ser resolvida. Simplesmente me abria à gratidão, ao perdão e ao amor, deixando nas mãos da divindade a forma como a situação sería solucionada. Os primeiros resultados foram uma melhora rápida no meu estado de saúde e aos poucos fui recuperando o meu ritmo de vida normal. Além da repetição das frases como um mantra, também passei a estar muito mais aberta aos sinais do Universo, que muitas vezes aparecem e nós não percebemos por estar vivendo no piloto automático. O Ho’oponopono nos faz estar 100% no momento presente. O que nos faz estar mais conscientes de todas as oportunidades que aparecem. Principalmente as oportunidades de amar, perdoar e agradecer. 

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